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Os pets e os fogos de artifícios. O que fazer em época de festas?

O final de ano é marcado pelas comemorações e uso de fogos de artifícios com estampidos, aqueles com efeitos sonoros estrondosos. É uma época em que aumentam as ocorrências de pets com perturbações e alterações comportamentais, fobias e reações de fuga que resultam em acidentes e lesões, dentre diversas consequências fatais provocadas pelos ruídos extremamente altos destes artifícios. Isso ocorre porque os animais têm uma capacidade auditiva muito superior ao dos seres humanos, sentem um desconforto auditivo e medo, que provocam o instinto de fuga para tentarem se afastar do barulho.

Embora seja incentivada a utilização de fogos visuais, que trazem luzes e cores, sem efeitos sonoros acima do volume recomendado para evitar danos irreversíveis aos pets, em muitos locais os fogos de artifício com estampido ainda são bastante usados e, então, é necessário tomar alguns cuidados para proteger os pets durante as comemorações de fim de ano.

A primeira dica é manter o pet sempre identificado. Essa prática simples auxilia a reencontrá-lo caso ocorra uma fuga inesperada. É bastante comum o uso de coleira com o número de telefone registrado em plaquinha, mas outras formas de identificação podem ser usadas, como a aplicação de microchip pelo médico veterinário de confiança, um procedimento rápido, indolor e que não oferece risco ao animal.

A segunda dica é deixá-lo por perto durante os momentos de tensão ocasionados pelos ruídos, pois o vínculo do tutor com seu pet pode ser muito confortador ao pet que esteja se sentindo com medo. Além disso, é muito importante tomar cuidado com o ambiente em que o pet se encontra durante os momentos de tensão. Recomenda-se que o ambiente seja fechado para que o som dos fogos seja abafado, mas sem se esquecer do conforto térmico desse local, mantendo a temperatura ambiente adequada. Nesse caso, quartos ou lavanderias podem ser boas opções. Uma música ambiente relaxante também pode ajudar a diminuir o impacto do som lá fora. Não o deixe em sacadas, perto de piscinas ou presos em correntes, como exemplos, são locais que podem trazer riscos a ele.

Uma ideia para o período que antecede as comemorações, é estimular o cão ou gato a praticar exercícios e atividades, como brincadeiras, passeios ou corridas. O cansaço no final do dia pode deixá-lo menos alerta com os barulhos. Existem também algumas técnicas de adestramento, aplicados por profissionais da área, que podem dessensibilizar o pet e, assim, auxiliar durante períodos de tensão.

Outra dica interessante é preparar um espaço tipo “toca” para seu cão ou gato. Cães normalmente preferem os espaços embaixo de camas e gatos geralmente gostam de se refugiar em locais altos, sobre armários, prateleiras e nichos. Mas outras opções podem ser disponibilizadas para o pet se esconder, como a sua própria caixa de transporte.  Recomenda-se colocar nesta “toca” objetos com o cheiro do tutor, especialmente se não for possível manter o pet por perto.

Ainda, outra possibilidade é entretê-lo com seus brinquedos preferidos ou brinquedos recheáveis com os alimentos preferidos dele.

O uso regular de fitoterápicos tem se tornado bastante comum e pode ser benéfico. Mas se o pet ainda assim não se sentir bem durante os momentos de tensão ocasionados pelos fogos, quando ele tem convulsões ou comportamentos que apresentem algum risco, um medicamento pode ser a melhor opção. Nesses casos, o médico veterinário deve ser consultado para melhor avaliação e prescrição.

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